quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Palestra sobre Corpo e Cibercultura

Seminário

Corpo & Espaço: estudos contemporâneos

Organização: Wilton Garcia

Local: SESC-Pompéia / SP

Data: 04 a 06 de novembro de 2008

      Ementa Predicações contemporâneas (re)velam o corpo na extensão da casa, sem fronteira: paradoxo da exposição de uma intimidade. Há uma busca crescente pela espetacularização humana, em uma insólita vertigem de variáveis caóticas.

      O misto entre espaços público e privado do sujeito se descortina com a webcam, a câmera de segurança ou, até mesmo, a vídeolaparoscopia. A vigilância tecnológica esbarra na invasão de privacidade do corpo. Essa observação vigilante parece não ser tão confortável e/ou prazerosa, do ponto de vista da troca exibicionista-voyerista.

      Entre a navegação e a imersão, o espaço torna-se um atrator expansivo de tentativas para ampliar a experiência corporal contemporânea. Trata-se de pensar espaços de (im)possibilidades, simultâneas – território aberto de criação. Numa lógica multidisciplinar, o corpo agencia/negocia interstícios, entre-lugares, como estados contingenciais de acoplagens e (inter)subjetividades.

      Aqui, articulamos nesta nona edição, o seminário Corpo & Espaço com o propósito de resgatar as idéias dos seminários anteriores: Corpo & Interatividade(2007), Corpo & Mediação (2006),Corpo & Subjetividade (2005),Corpo & Arte (2004), Corpo & Tecnologia (2003), Corpo & Mídia (2002), Corpo & Imagem (2001) e Corpo & Cultura (2000).

Objetivos

Refletir a relação corpo & espaço no contemporâneo;

Relacionar a influência das tecnologias emergentes, ainda mais o virtual;

- Observar a produção de conhecimento neste contexto.

Programa

04/11 – 20h (terça-feira)

Mesa 1 | Quando o corpo encontra o espaço

Coordenação: Wilton Garcia | UBC |

        Adriana Banana | FID |

        Elly Ferrari | USP |

        Daniela Kutschat | Senac/SP |

e

Lançamento do livro:

      Corpo & Interatividade: estudos contemporâneos

      Wilton Garcia |org.|

05/11 - 20h (quarta-feira)

Mesa 2 | Da arquitetura à geografia: os biodados de navegação

      Coordenação: Rita Ribeiro Voss | UBC |

            Nirvana Marinho | UNESP |

            Caio Vassão | Senac-SP |

            Manoel Fernandes | USP |

06/11 – 20h (quinta-feira)

Mesa 3 | A natureza corporal da cultura digital

Coordenação: Eliana Meneses de Melo | UBC |

        Urbano Nojosa | PUC-SP |

        José Cabral Filho | UFMG |

Palestra sobre Corpo e Cibercultura

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domingo, 26 de outubro de 2008

Jornalismo e cultura

Jornalismo

A funcionalidade proporcionada pela tecnologia deve ser usada de forma a complementar nosso trabalho diário. O conforto, por sua vez, deve estar atrelado ao bom uso dos meios que geram a intermediação entre homem e máquina.

Entender que na verdade o universo tecnológico não pode viver sem uma aplicabilidade real, é base para compreendermos a produção de novas tecnologias da comunicação e sua crescente demanda social. Nesse caso incluem-se os telefones móveis, a web e toda forma de comunicação em curto espaço de tempo e as ações direcionadas para seu aprimoramento constante.

A necessidade é a mãe da criatividade,tal como já diria a professora e psicóloga Cleusa K. Sakamoto. E a cada nova técnica, temos uma psicotécnica para acomodar esta a um ambiente humano. Dessa forma, desde charretes até os mais modernos carros ou aviões supersônicos passamos por momentos com diferentes graus de necessidade, mas que juntos compuseram nossa atual configuração tecnológica na sociedade contemporânea.

Incorporarmo-nos a um novo ambiente não é fácil. Assim como ter uma nova mediação entre nós e a informação em forma de comunicação, também é um desafio.
Porém, a idéia de tecnologia da comunicação como algo da mais extrema complexidade e acessível somente para poucos, deve cair por terra num momento em que temos uma maior disseminação do conhecimento e que nosso cotidiano demanda uma inter-conexão de grande parte da população, seja essa economicamente ativa ou não.

Dessa forma, indivíduos com menor ou maior possibilidade de participar desse processo estão de alguma forma envolvidos neste, desenhando sua evolução, na medida em que contribuem para compor outros rumos para as tecnologias da comunicação. Isso porque de uma forma ou de outra, somos todos usuários, receptores de mensagens (ao mesmo tempo que emissores) e compositores de uma comunicação que possui carências, qualidades e defeitos a serem superados.

Dessa forma a proposta do blog de tratar da forma menos acadêmica possível o assunto das novas tecnologias é realmente inteligente. Isso porque incorpora a idéia de que as próprias novas tecnologias da comunicação proporcionam um suporte no qual não se difere o grau de instrução, mas sim a intesidade da conexão entre o homem contemporâneo e uma relação menos formal com a técnica, a fim de produzir melhores resultados que possam estar disponíveis a todos aqueles que se mostrarem interessados em estar em contato com as facilidades proporcionadas por uma tecnologia comunicacional melhor e mais adequada a uma determinada realidade sócio-econômica.

Pensar a cultura

Podemos dizer que, no mundo atual, pensar Cultura significa pensar nas Novas Tecnologias da Comunicação, já que as tecnologias estão intrínsecas ao cotidiano do mundo globalizado.
Com o avanço das ciências e das invenções tecnológicas, podemos usufruir de diversos aparelhos, como alicerce para realizarmos e aprimorarmos a prática da comunicação. Um exemplo disso são os telefones celulares e a Internet, que nos proporcionam a comodidade de nos comunicarmos, sem a necessidade de que os indivíduos envolvidos estejam no mesmo ambiente, para que haja comunicação - na qual pode-se notar a interatividade como integrante do ato.
Com esse avanço, a Internet desenvolveu blogs, fotologs etc como meio de expressão desvinculados da interesse das mídias, na qual obtemos um meio informal de expormos nossas opiniões - de modo livre e espontâneo.
Outras facilitações que encontramos, no âmbito das tecnologias da comunicação, com a Internet, foram os “chat’s”, o “icq” e o “msn”. Estes, nos propiciam a oportunidade de conversas instantâneas e informais.
Com a emersão dessas novas tecnologias da comunicação, surgiu a possibilidade de nos portarmos como seres autônomos diante da produção de informação - sem um veículo responsável. Tornamo-nos seres responsáveis por nossas falas , por nossas divulgações. Tomamos posições diante dos fatos mais corriqueiros e mais extravagantes. Agimos e respondemos por nossos atos, nesse mundo virtual - no qual a liberdade de expressão se torna cada vez mais evidente.
Thanna

sábado, 25 de outubro de 2008

O Processo de comunicação

Podemos perceber neste simples ato de expor nossas idéias virtualmente, como as novas tecnologias da comunicação estão influenciando para a criação intelectual, o acesso é fácil, rápido e prático. Basta um click e o mundo estará disponível para exploração (no sentido que preferir utilizar). O processo de comunicação através desses novos meios tecnológicos, e enfatizando a web, quase um mundo paralelo, onde tudo é possível, capaz de substituir ou enriquecer ações humanas, a ponto de transparecer um suposto direito de intervenção às informações e até aos sentimentos. A web foi sem dúvida um dos grandes destaques na década de 90, com a expansão da globalização e a possibilidade de rapidez nas negociações e decisões mundiais. A ligação entre web e aparelhos super desenvolvidos, funcionam como ampliação de nosso corpo (bem familiar isso), podemos dizer com mais destaque, uma ampliação de nossa voz. Numa sociedade onde os comunicólogos lutam pela democratização da comunicação, a possibilidade de, por exemplo, postar nossos textos em um blog, pode ser os primeiros passos a tal democratização.Por tanto, creio que este mecanismo será, sem dúvida, um excelente local de debate de idéias, portifólio a nós estudantes, talvez um interessante utilitário ao professor Urbano como maneira de feedback para suas aulas e ainda, praticaremos o exercício da democratização de idéias e expressões. Para desta maneira, socializar, de fato, a comunicação.
Taís Silva Oliveira – RP

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Novos meios de comunicação

Os novos meios de comunicação nos traz mais agilidade em ações comuns, como se comunicar com alguém, comprar algo,procurar um texto, pessoas, etc. É este o momento em que vivemos, onde várias tarefas são agrupadas em pequenos equipamentos.O desafio não é sofisticar os modos de interar-se, mas de ultrapassar simples associações de nome a objeto, ter links somente de níveis de codigo e sintática, mas atingir a subjetividade, ou semantica. 
Há a possibilidade de se alcançar esse nível, porém o foco da comunicação terá que ser mudado, pois não se prevê ações subjetivas, muito menos se controla. Ou seja, como a comunicação atual é utilizada de maneira objetiva, controladora, não é interessante para quem detém os meios desenvolver essa comunicação, pois isso pressupõe a disfunção, a espontaneidade e o não lucro. É como querer controlar os pensamentos e, quando se bloqueia esses elementos, não há a inteligência artificial, mas sim ferramentas tão burras quanto o computador.

Flexibilidade da Informação

 laís dos santos disse...

Cada dia as novas tecnologias, inovam de forma que nos proporcionam maior flexibilidade nas informações, e claro mais fácil acesso a comunicação.
Essas tecnologias nos envolvem de todas as formas, até o ponto de pensarmos não vivermos mais sem elas.
Estão convergindo com nossa realidade, nos possiblitando participar das novas mídias. Como por exemplo, na tv inteirativa, que á é utilizada na europa e já está nos projetos do Brasil
Elas nos possibilitam interagir, com pessoas que estão no outro lado do mundo em fração de segundos.
Temos também, os programas digitais, que permitem-nos a expor as idéias surreais e trazê-las ao mundo real. 
Entretanto, essas novas tecnologias estão sempre se renovando de forma que, ajudem no crescimento do consumo, por aparelhos digitais.
Através dessas renovações, vemos também as possibilidades de interação, no qual estaremos participando não só através de escolhas, mas de decisões próprias.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Complexidade da metrópole

A complexidade da metrópole em que habitamos nos leva a utilizar novos recursos, que não são necessários de forma exclusiva ao taxista, mas a todo cidadão que precisa se deslocar de um lugar ao outro dentro deste ambiente caótico. 
Há uma mudança constante do espaço, e este torna-se cada vez mais técnico.
A questão não é a substituição dos mapas mentais por memórias artificiais, mas a possibilidade de expandir, dar continuidade à memória do indivíduo, e desenvolver uma linguagem cartográfica que além da representação do ambiente, seja capaz de dar significação às realidades e ambientes desconconhecidos. Para isso é preciso uma memória artificial similar à forma como pensamos.

Aurea Fidelis - PP - Noturno

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Novas Cartografias digitais de São Paulo

Novas Cartografias digitais de São Paulo

 

A dinâmica da leitura cartográfica da cidade de São Paulo sofre um processo contemporâneo de diálogo entre a construção de mapas mentais do espaço geográfico urbano e memórias  artificiais dos padrões de GPS (Global Positioning System). Entre os agentes dessa cidade temos as redes de taxistas, que se apropriam dessas novas tecnologias de informação geográfica, em que são cada vez mais disseminadas com leitores de GPS, uso de celulares que também funcionam como simuladores de coordenadas espaciais equivalentes ao GPS, que ressignificam a construção do deslocamento, trajetórias, territórios, paisagens.

A leitura do espaço não está mais associada ao processo dinâmico de enfrentar o labirinto da cidade a partir de referenciais antropomórficos, em que o deslocar estava numa construção subjetiva do mundo, em que as variáveis do ficar perdido, descobrir novos caminhos, desenvolver estratégias de criar atalhos para fugir do trânsito, foram substituídos por uma certa segurança técnica de leitura do espaço propiciada pela serviço cartográfico do GPS. Enfim, uma troca da percepção territorial feita a partir de referenciais de coordenadas de espaço geográfico próprio de um olhar tecnológico, que indicam caminhos cartesianos nesse imenso labirinto da cidade.

Nesse momento fica latente a construção da percepção do espaço a partir da articulação teórica do geográfo Milton Santos sobre a relação de que cada novo sistema de tecnoesfera criamos uma psicoesfera. De fato é necessário pensarmos como articular a leitura da cartografia da cidade de São Paulo a partir do uso do GPS, tanto na forma de pensar do cidadão comum, como em particular dos profissionais que precisam ter a competência geográfica da leitura territorial, da paisagem urbana, do espaço complexo dessa cidade que dia a dia assume novas configurações, novas complexidades, novas obras estruturais de redes de esgoto, cabeamentos de fios telefônicos, redes de distribuição de água, etc. Enfim, como conceber a leitura do espaço da cidade de São Paulo a partir da construção territorial necessária para habilidade de deslocamento dos taxistas? Portanto, como dimensionar essa mudança de paradigma cartográfico a  partir do uso dessas novas ferramentas de informação geográfica, em que o referencial de controle do espaço antropomórfico muda para uma outra matriz de percepção cartesiana, técnica e tecnificante da paisagem urbana.

A construção da percepção do deslocar, perder, descobrir, o elemento surpresa de encontrar novos objetos geográficos capazes de reconfigurar uma percepção dinâmica da cidade fica estagnada num primeiro momento, pois existe uma crença na capacidade técnica de construir um sentimento de segurança, capaz de normatizar um certo conforto ideológico de controle sobre o espaço da cidade, necessário para criar também um conforto psicológico de segurança, de orientação cartográfica da cidade. Entretanto, a dinâmica entrópica da cidade irá revelar que esse desejo de controle técnico não passa de mais uma estratégia onírica, pois os mapas mentais, subjetivos, antropomórficos, não podem ser substituídos por processos de simulações de leitura do espaço. Enfim, o que podemos começar a dialogar é a construção dessas ferramentas de tecnologias de informação geográfica para ampliar a percepção humana do espaço geográfico, necessária para dialogar a construção de perspectivas de rupturas e continuidades para novos mapas mentais da cidade.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O primeiro encontro

Como pensar sobre "novas tecnologias da comunicação" de forma direta, sem mediação formal, como um mecanismo ampliado do nosso cotidiano, de forma ativa no processo de compreeensão dos ambientes tecnológicos. Portanto, iremos começar com uma dinâmica nova de trocas, de caminhar de forma livre, autônoma, de experimentar situações diferentes, que tenham como propósito completar a idéia de G. Vico, Verum ipsum factum (a verdade como correspondente ao feito). Por isso, vamos fazer.